Lutar contra seres da escuridão, entrar em cavernas, matar demônios, salvar o mundo, se apaixonar pelas heroínas. Quem nunca fez isso? Qualquer um que tenha jogado um game ou visto um filme que tenha sentido realmente eficaz no que a história propunha, pode dizer que viveu aquela realidade, mesmo que fictícia? Pensando um pouco com os meus botões, cheguei à seguinte constatação: Sim, vivemos realmente essas aventuras.
Quando uma pessoa mais velha e conservadora diz que seus filhos ou netos que jogam videogame estão perdendo suas vidas com coisas sem nexo, ela deixa de levar em consideração o mais importante: Videogame hoje tem história, tem boas personagens, consegue fazer você chorar. Quem jogou Silent Hill original para o PSone se perguntava a todo momento em que lugar estava a pequena Cheryl. Sentia calafrios e claustrofobia só de entrar em lugares bizarros e profanos. O sentimento maior era o de procurar a menina e levá-la para casa. Senti-me o próprio pai naquela situação. Quem nunca se apaixonou por Tifa (FFVII) ou chorou com a morte de Aerith (FFVII)? Quem também não se encantou pela belíssima palidez da Rinoa (FFVIII) ou pela doce Yuna (FFX) com um destino trágico que precisava ser mudado?
Jogar videogame é aprender com um mundo novo o que é o real valor da vida. Lá vemos que podemos aprender a lidar com o dinheiro. Matando um monstro pequeno ganhamos menos dinheiro, matando um monstro grande ganhamos mais. Para enfrentar perigos maiores há a necessidade de evoluir, ganhando experiência e mais dinheiro. Quer lógica melhor do que essa para entender a vida real? Todos precisamos evoluir e ganhar mais experiência para enfrentarmos a concorrência e lutarmos contra os monstros mais fortes, para conseguirmos mais dinheiro e sermos vitoriosos no final. A lógica é capitalista, mas não deixa de ser verdade.
É lógico que apenas jogar videogames ou ver filmes é prejudicial a saúde. Podemos fazer tudo de forma saudável. Dá tempo de estudar, namorar, jogar, escrever, ler, jogar, ver TV, conversar com os amigos, ir à academia, jogar... ou seja tudo. É só ter consciência das necessidades que todos temos enquanto seres humanos.
PERIGO
Quando me dizem que GTA é ruim ou que qualquer outro jogo é apenas uma máquina que simula chacinas, penso que essa pessoa nunca jogou um videogame na vida e se leva pelo senso comum. Em GTA pode-se fazer muitas coisas erradas sem dúvida, mas lembram-se do que eu disse no início sobre a questão “enredo”? Sem história não há sentido. Violência sempre fez parte da história humana desde os coliseus e suas batalhas sanguinolentas. Agora dar uma de puritano e só vomitar insensatez, é certo? Não. Violência por violência é idiotice, agora quando usada de forma consciente para retratar uma determinada realidade é uma boa saída para ser mais verossímil possível. Para quem não sabe, GTA não vive só de roubar carros.
EDUCAÇÃO
Mais uma vez venho apertar nessa tecla. Enquanto os governantes não investirem na educação não teremos um povo que sabe distinguir o que é bom do que é ruim. Não adianta apenas classificar um game para maiores de 18 anos se uma pessoa de 40 é retardada mental e sai matando por aí. A educação deve ser a base de toda boa sociedade. Não falo isso por demagogia ou qualquer coisa relacionada a isso. Pensem, em quantas mortes poderíamos ter evitado se tivéssemos pessoas conscientes do que fazem? Pessoas conscientes, são pessoas bem educadas. Por isso, mais uma vez, lembro a todos de que esse ano é ano de eleição. Votemos em quem for melhor.
ATENÇÃO: O blog será atualizado todas segundas, quartas e sextas.
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5 comentários:
Oi Renan!
Adorei seu texto. Acredito que as pessoas que tem índole ruim vão fazer maldade por aí, independente se jogam ou não video-game.
Confesso que não jogo a muito tempo. Aqui em casa tem vários jogos de Play Station do meu irmão, mas não me interessei.
Sou antiquado. Gosto do bom e velho Super Mario Word...rs....esse sim é um jogo pelo qual, sempre que posso, volto a jogar video-game.
Abraço,
http://cafecomnoticias.blogspot.com
Concordo Renan mas acredito que tudo deve haver uma dosagem para não ficar em excesso..porque ai com essa modernidade nao iriamos fazer nada...
abraçao meu amigo
Falou e disse, Renan. De fato video-game, e arte (ou entetenimento, como preferir) em geral só é má influência para quem não sabe separar o bom do ruim. E o que você disse sobre educação no final não poderia ser mais verdadeiro, o que o nosso paí precisa é mesmo de uma educação melhor. Mas o governo quer isso? Povo educado sabe votar...
Em matéria de video-game eu não sou especialista, jogo muito de vez em quando. Gosto de Prince of Persia, Tomb Raider, Call of Duty, Black. Todos jogos, de uma forma ou de outra, que tem um enredo muito bem elaborado e que nos faz imergir num mundo ao mesmo tempo diferente e extremamente realista como representação.
Ah, e já que você falou: já me apaixonei por uma video-game sim, pela Lara Croft! :D
Abraço! :D
Caro Renan, e os que nunca jogaram videogame e ao tornarem-se pais, terminam por jogar seus filhos ao abandono. Concordo com você, é bobagem achar que jogos e filmes com certa violência, venham a influenciar na formação de crianças e jovens. O que realmente influencia na formação, é a falta da presença dos pais, acompanhamento, educação, limites, disciplina, bons exemplos, proteção, carinho e amor. Uma criança educada em seu dia a dia, certamente logo saberá separar o certo do errado. Aqui em casa mora com a mãe (minha filha), o meu neto, que adora ver filme em seus canais preferidos da TV ou os de sua coleção de DVDs, como também de jogar videogame. Mas tudo isso com equilíbrio e disciplina e em horários negociados e estabelecidos por sua mãe. Geralmente é à noite antes de dormir que ele assiste a seus filmes. Quanto a jogar no videogame, ficou estabelecido pela mãe, que só nos finais de semana. Qualquer mudança de horário faz parte de uma negociação. Nisso está o controle da diversidade de divertimentos, com espaço reservado para escola e estudo, não esquecendo o estímulo da leitura, sendo o mesmo presenteado com revistinhas e livros, além das brincadeiras ao ar livre, com seus amigos da vizinhança. Hoje os filmes para crianças são muito bem feitos, com conteúdo prazeroso até mesmo para os adultos, tendo qualidade na animação e enredos bem elaborados, trazendo mensagens que emocionam a todos. Muitos desses filmes são premiados e estão repletos de informações e conhecimentos, despertando curiosidade nas crianças, aumentando seu vocabulário e estimulando o interesse pelo aprendizado de novas línguas. Quanto aos games, exercitam e expandem a mente, fazendo com que a criança adquira habilidade de lógica e raciocínio. Tudo isso bem administrado, são ferramentas que juntamente com a internet, servem para estimular mentes em formação, fazendo com as massas cinzentas dessas crianças aumentem cada vez mais, deixando seus precoces neurônios sempre alertas. Um abraço, Armando.
Prometo que desta vez serei breve. Eu já falei sobre parte da minha adolescência jogando o terrível DOOM quando tive meu primeiro computador. Passava HORAS detonando monstros e soldados nazistas com todo o tipo de arma possível - desde o simples revólver passando pelas metralhadoras até chegar à Serra Elétrica. ( a que eu mais gostava, confesso...hauhauha)
Segundo a lógica tacanha, eu deveria ser um risco à sociedade, um sujeito que deveria ficar trancafiado em casa e nem pensar em dirigir, pois eu seria o que chamam um "perigo em potencial que resolveria tudo com violência".
No entanto, eu sou é pacifíco até demais, tanto que até faz mal! uhauhauha!
Ocorre que na ânsia para se achar "culpados" por um grau de degradação ou violência desmedidos resolve-se apelar para o mais simples, ou seja, a TV e o videogame. Que a TV PODE influenciar comportamentos e valores e o videogame de certa maneira também, é verdade, mas não levam em conta o histórico do indíviduo. Como foi que ele cresceu, que ele se desenvolveu, como foi sua educação ,tanto doméstica como a formal na escola? Quais os valores e modelos que ele teve ao longo da vida? Houve orientação quanto ao uso de jogos e horas passadas diante da TV? Houve limites? Houve carinho e atenção para a criança, para o adolescente? Houve base familiar? Houve boa educação?
Bom, é isso. Falei que ia ser breve, mas menti...uhauhauha! Agora, me dá licença que vou ali jogar River Raid, Pitfall, Enduro, viva o ATARI! kkkk
Um abraço!
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