Fala, galera. Tudo bem? Para você que não sabe, essa foi uma pergunta retórica. Definitivamente não me interessa se você está bem ou não, ou se seu cachorro morreu. Falei apenas por educação. Eu queria poder escrever com mais frequência no meu blog, mas está difícil. Muito trabalho e ainda vem a monografia (exame que examina apenas um seio). Então como eu estava sem assunto para falar, pensei em escrever sobre algo que vejo todos os dias: a rua. Tem coisa pior do que rua? Carros passando, pessoas cuspindo no chão, tacando papéis de bala nas calçadas... um horror.
Dia desses estava andando por uma rua de Niterói e vi uma quantidade gigantesca de pessoas querendo atravessar. Claro que quem está num lado da rua quer ir para o outro lado, entretanto, eu acho que os sinais de trânsito servem para sinalizar quando a pessoa pode ou não atravessar. O sinal verde é uma espécie de dedo polegar levantado e o vermelho um dedo médio. Agora o que acontece com a pessoa que tenta atravessar quando o sinal verde está aceso? Isso mesmo, podem perder a língua, dedos, olhos e outros órgãos sexuais. As pessoas têm pressa para tudo. É impressionante. Todo mundo tem que chegar rápido a algum lugar. Como se o universo conspirasse contra todos para que os encontros entre os seres humanos fossem adiados. Aí, o ser humano, um cara muito esperto, corre no meio da rua para não chegar atrasado. O engraçado é que se a pessoa não correr como queniano (que treina com leões famintos), então esse excremento de gente vai com certeza absoluta (pleonasmo dos bons) se atrasar para o encontro. Ele vai ficar um tempo no hotel UTI Five stars ou SUS no star.
O legal é que nem sempre o pedestre é o imbecil. Existem os motoristas (seres assassinos que só jogam GTA) e têm em mente apenas uma missão “atropelar”. O pé deles é mais pesado do que o normal e freio é uma palavra que eles não conhecem. Se o sinal mudar do vermelho para o verde, não há problemas se houver pessoas atravessando ainda na faixa de pedestres. Ninguém mandou serem lerdos. O motorista cai em cima mesmo. Ele pisa fundo e que se PHoda se você não correr. As ruas mostram como somos seres civilizados. Afinal, a pressa vem da necessidade de se estar em algum lugar... seja ele qual for, esteja você como estiver. Então para quê língua, dedos, olhos e outros órgãos sexuais? O negócio é atravessar no sinal verde e curtir a vida. Viver intensamente é a melhor das coisas.
Isso em Niterói, uma das cidades com a maior média salarial do país... Acho que isso prova uma coisa. O que adianta ter uma cidade predominantemente de classe média se as pessoas têm a mentalidade abaixo dela?
Renan Barreto atravessa a rua correndo... o risco de ser atropelado e perder a língua, dedos, olhos e outros órgãos sexuais importantes.




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6 comentários:
Falou e disse!
Primeiro, ri demais com a "monografia".
Segundo, esse deve ser um dos textos mais irônicos e verdadeiros que eu li por aqui. Bem que esse povo poderia corresponder a forma de agir com a classe em que eles se encontram, não? Às vezes eu penso se é o excesso de roupas, luxos, móveis e eletrodomésticos que diminui os neurônios. rs.
Abraço! :D
Ri um bucado com seu texto.
Aqui em SBC a coisa mais comum é ver pessoas atravessando fora do semáforo, mas isso é coisa de idiota mesmo né depois quando é atropelado diz que pobre ão tem sorte.
Fala, Renan!
Bom, monografia não é apenas um exame que examina apenas um seio. É também um plágio disfarçado e consentido...hehehehe!
- Mas num posso escrever o que EU penso sobre o assunto?
- Pode, mas embasado na obra tal do autor tal.
- E por que eu tenho que colocar esse monte de frescura que a ABNT exige?
- Porque sim. E para de encher o saco com essa mania de escrever o que pensa!
Bom, tá certo que não é bem assim, mas em certas situações parece...rs
Sim, o sinal verde! Olha, aqui em Salvador eu tenho que lançar uma campanha pública: "VÁ AO OFTALMOLOGISTA E VERIFIQUE O SEU GRAU DE DALTONISMO". Mas acho que o pobre Dalton não tem nada a ver com falta de educação, né? Aqui na capital baiana tanto faz o farol* estar vermelho, verde, amarelo, queimado: os motoristas - digo, boa parte deles - não estão nem aí! QUando o sinal fica vermelho para os carros, um fenômeno interessante acontece: NINGUÉM, nenhum pedestre se atreve a atravessar a rua de imediato! Há sempre uma espera, uma confirmada pra saber se todo mundo parou mesmo e só depois atravessam. Se bem que o pedestre baiano, em parte considerável, anda pelas ruas como se estivesse na Lua, sem nada, sem ninguém.
Problema de educação, civilidade, cidadania. Eu li na SUPER ( sim, eu também gosto da revista) uma pesquisa sobre o comportamento dos motoristas. Dizia que o motorista, ao observar um pedestre atravessando a via, a reação dele é ACELERAR o veículo, acredita? Ele não reduz a velocidade e nem fica "esperto". Parece que o motorista incorpora o espírito da máquina que vê o ser humano como "ameaça" em seu espaço. ( a rua) É bem curioso isso.
Bom, sinal verde pro seu texto, Renan! E espero que a monografia tenha sinal verde da orientadora também!
Um abraço!
*"farol" é coisa de paulistano abestalhado que confunde tudo. "Farol", em Salvador, é o "farol da Barra", "farol de Itapuã", isso aí. Aqui é "sinaleira" e pronto! rs
Nossa cara que mal humor !!! Como assim a pergunta só foi retórica ... que dizer que quando o william bonner da boa noite, ele ta querendo que eu me foda?rs
Bem, sobre a rua, mesmo um campo aberto mostraria como somos mal educados manja? Não é o ecrã que mostra o que somos, é como nos deslocamos sobre ele que mostra.
Ahn, acho que a conclusão, do salário e tal, da classe da sociedade é um tanto simplesta...rs
A educação não acompanha castas, supomos que quanto maior a instrução maior a educação do sujeito, engano, enfim.
Ahn, já dizia Socrátes, quem conhece o bem pratica o bem.
Provavelmente esses caras tem uma visão deturpada do que é bom, manjou?
abs!
Caro Renan, o que você está dizendo acontece por todo o Brasil, pois o nosso motorista além de dirigir sem atenção, é muito mal educado. Eles não respeitam os pedestres e se acham seres superiores, os donos das ruas, talvez por estarem vestidos de uma lata, onde os pés é o acelerador. Aqui em minha cidade, logo que as vias principais foram asfaltadas, existia um costume de alguns motoristas, que ao ver uma pessoa atravessando a rua, distante ainda de seu carro, o mesmo aumentava a velocidade e ao chegar perto ainda dava uma buzinada, para se divertir com o susto do pedestre. Hoje já melhorou um pouco, mas ainda acontece. Estes animais motorizados mereciam passar pelo menos um mês andando a pé, para ver se aprendiam a tratar os pedestres com educação e respeito. Um abraço, Armando.
Puta merda! Eu que achava que antes quando eu comentava meus comentários ficavam grande e cansativos. Tô vendo que quem tá COMENtanDO vc, digo, seus textos tão sendo bons comentaristas!
Quando vc diz que não adianta ter predominância de pessoas de classe média se as mesmas têm a mentalidade abaixo dela... achei meio pejorativo! Poxa! Vai dar uma de Boris Casoi (sei lá se esta é a grafia correta) Fiquei chateado com vc, vou chorar, entrar em depressão, me trancar no meu quarto e suicidar com palito de dente enfiado no umbigo! - tá, e o que vc tem a ver com isso? Só tô expressando minha opinião; mas na verdade o que eu estou querendo dizer é que:
Indiferentemente a classe que a pessoa pertença a falta de educação e consciência, falta de respeito, de caráter ético, moral, falta de tudo que deveria existir para a sociedade ser mais justa e harmoniosa, enfim tudo isso, falta, de um modo geral, para todos os brasileiro. Meu bairro, por exemplo, é uma farroça (favela+roça), as pessoas são super humildes, mt gente migrando das classes G para a F, enfim, e no entanto emporcalham as ruas do mesmo jeito, consideram donas exclusivas da rua... acho que aquele conceito básico de público e privado precisa ser revisto.
Renan, to falando de mais, foi mal...
Mas gostei do texto, embora seja um monte de merda, e que as vezes vc discorde qndo eu falo isso, mas na boa mesmo é altamente reflexivo. Se a pessoa ler e captar 5% do conteúdo já vamos ter um mundo melhor!
Parabéns pelo seu papel de formação socioeducacional que, embora não seja sua função, ou talvez, não seja sua proposta, mas que vc exerce bem! Faz agente pensar!
Na onda dos realitys BIG Abraço, não coma capim só pra participar da fazenda! E como diziam o quarteto arco-iresco dos telettabes: é hora de dizer tchau! é hora de dizer tchau! é hora de ...
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