Era verão, Alex tinha ído viajar, aliás, ele fez a grande viagem de sua vida. Seu sonho. Ele estava em Roma. Desde criança sempre quis visitar a cidade, não porque o Papa estava lá ou porquê é próximo ao Vaticano. Ele não estava nem aí para isso, queria apenas ir à cidade. Alex nã o queria nem saber como chegar lá, afinal para ele realmente “todos os caminhos levavam a Roma”.
A Itália é um dos lugares mais belos que o jovem publicitário já viu. Belas construções, centros de cultura, praças majestosas, lojas caríssimas. Roma possuia um ar inebriante, daqueles que vicia, mas que o viciado não quer fugir. Andar pelas ruas da cidade que fez história é maravilhoso. Cada passo é alegria pura e simples, pois só em saber que por ali passaram homens que se vê em livros de história e pessoas de todos os tipos, o berço do cristianismo... impossível pagar por tal experiência. Ou melhor, é possível, alguns euros.
Alex Tinha vontade de conhecer tudo até que um dia, resolveu contar à sua namorada que ficou no Brasil todas as coisas maravilhosas que viu e aprendeu, tutte le cose che ha imparato. Então ele foi ao correio comprar um cartão postal. Sim, Alex sabia que podia mandar um email com diversas fotos, mas não é a mesma coisa do que um cartão postal.
Ele chegou no quarto de hotel em que estava hospedado e olhou o pedaço de papel, mas de repente o homem travou. Ele se perguntava porque não conseguia escrever, por que não saia nada da sua cabeça se ele viveu tão intensamente esses dias, mergulhando de cabeça na cultura italiana? Histórias para contar ele tinha aos montes, mas nada saia. “Será que estou cansado?”, se perguntava o jovem rapaz. Ele então resolveu olhar as suas fotos da viagem, mas não adiantou. Em todas as fotografias, ele estava só. Por mais que a viagem fosse a melhor de todas, não havia companhia, não a companhia que queria. Apenas existia um espaço vazio ao seu lado nas imagens. Esse espaço costumava a ser preenchido por uma bella ragazza de olhos claros e cabelos loiros. Luana...
Alex foi tomar um suco de maracujá para ver se descansava a mente. Quem sabe algo não saisse depois de ingerir o suco. Claro que não. Nada saia. Nem uma letra. Ele estava se sentindo como um perfeito analfabeto. Não conseguia escrever nem: Oi, Hola, Hi ou Ciao... Nada era tudo o que estava no papel em branco. O papel era o limbo e pelo visto eternamente permaneceria assim. O publicitário virou na cama, viu um programa de TV, ouviu músicas da banda Beirut, mas nada saia. As informações que entravam não ajudavam, o confundiam, faziam-no chorar. Um líquido esquisito escorria por seu rosto, deixando-o parecer um vidro em noite de chuva. Mesmo que não conseguisse escrever, ele resolveu falar, e nada saia novamente.
Foi então que ele pegou a caneta, preparou o cartão com a mão para segurá-lo e respirou fundo. Foi o suficiente para fazê-lo desistir de escrever, pois como escrever sobre a felicidade de estar em outro lugar quando quem mais amamos está longe? Alex deixou o cartão sobre a escrivaninha ao lado de sua cama e voltou a dormir. Desligou a luz e começou a sonhar. Luana...
Per capire dove vai/ Devi sapere da dove vieni/ vivi come se dovesse morire domani/ Impara come se dovesse vivere per sempre



1 comentários:
Por que o nob num levou a Luana com ele? .-.
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